terça-feira, 6 de outubro de 2009
segunda-feira, 14 de setembro de 2009
Os sonhos têm me castigado. Vêm dizer coisas que não entendo, ou melhor, entender eu entendo, mas não consigo compreender tudo que querem me dizer. Armas e tiros e muita gente em volta de mim, atira atira, não tenho forças, não consigo matar aquelas coisas vivas que me esmagam e me perseguem e me fazem mal. Coisas tão desconhecidas que sequer fazem parte de mim, que se afastem, mesmo sem eu conseguir atirar. E que aquelas boas, que me fazem sorrir, que me trazem boas vivências e boas lembranças, que estas continuem sempre por perto, sempre dentro.
quarta-feira, 19 de agosto de 2009
é só fluxo
Ela era assim, gostava de rock, gostava de jazz, gostava de samba. Gostava de vodka, tequila, mas tomava uma cervejinha com os amigos. Gostava de ficar em casa sozinha, mas não o fazia mais, a loucura do dia-a-dia a aprisionava ao mesmo tempo que a libertava. Hoje é dia de ficar em casa, o telefone toca. Algum amigo diz que já tá passando, mal dá tempo pra um banho e vem mais uma noite de alegrias e loucuras. É, isso ela costuma chamar de fluxo, fluxo da vida. Fluxo que flui e flui e flui sem controle parcialmente controlável pra onde quiser.
terça-feira, 4 de agosto de 2009
"Às vezes me espanto e me pergunto como pudemos a tal ponto mergulhar naquilo que estava acontecendo, sem a menor tentativa de resistência. Não porque aquilo fosse terrível, ou porque nos marcasse profundamente ou nos dilacerasse - e talvez tenha sido terrível, sim, é possível, talvez tenha nos marcado profundamente ou nos dilacerado - a verdade é que ainda hesito em dar um nome àquilo que ficou, depois de tudo. Porque alguma coisa ficou."
Caio F. Abreu
Caio F. Abreu
sábado, 1 de agosto de 2009
Não, não é bem assim.
Eu olho pra mim, olho pra você, pra todos, olho pra frente, pra trás, giro a cabeça 360º e não sei como sair daqui. A caverna é até quente, confortável, enfim, poderia ficar quieta sentindo esse lugar, mas não consigo, algo dentro de mim me diz vai, segue aquela trilha ali pra direita, anda anda anda que você vai ver...
Eu olho pra mim, olho pra você, pra todos, olho pra frente, pra trás, giro a cabeça 360º e não sei como sair daqui. A caverna é até quente, confortável, enfim, poderia ficar quieta sentindo esse lugar, mas não consigo, algo dentro de mim me diz vai, segue aquela trilha ali pra direita, anda anda anda que você vai ver...
segunda-feira, 20 de abril de 2009
Por que que a gente é assim?
"Mais uma dose?
É claro que eu tô a fim
A noite nunca tem fim
Baby, por que a gente é assim?
Você tem exatamente
Três mil horas pra parar de me beijar
Hum, meu bem, você tem tudo
Pra me conquistar
Você tem exatamente
Um segundo pra aprender a me amar
Você tem a vida inteira
Pra me devorar
Pra me devorar!"
É claro que eu tô a fim
A noite nunca tem fim
Baby, por que a gente é assim?
Você tem exatamente
Três mil horas pra parar de me beijar
Hum, meu bem, você tem tudo
Pra me conquistar
Você tem exatamente
Um segundo pra aprender a me amar
Você tem a vida inteira
Pra me devorar
Pra me devorar!"
terça-feira, 14 de abril de 2009
Depois que a chuva passou o céu se abriu. A lua, que murcha outra vez, não está tão irradiante como pude ver semana passada, mas continua linda. Que me encanta, seduz e hipnotiza. Hoje Mercúrio entrou em sextil com a Lua natal. O planeta Mercúrio entra em harmonia com a Lua do meu mapa de nascimento, será um período de decisões e a minha percepção estará mais completa, fase de esclarecimentos.
"Você não vai encontrar caminho nenhum fora de você. E você sabe disso. O caminho é in, não off."
"Você não vai encontrar caminho nenhum fora de você. E você sabe disso. O caminho é in, não off."
quarta-feira, 25 de março de 2009
o meu amor - Chico Buarque
"O meu amor
Tem um jeito manso que é só seu
E que me deixa louca
Quando me beija a boca
A minha pele toda fica arrepiada
E me beija com calma e fundo
Até minh'alma se sentir beijada, ai
[...]
Eu sou sua menina, viu?
E ele é o meu rapaz
Meu corpo é testemunha
Do bem que ele me faz
O meu amor
Tem um jeito manso que é só seu
De me deixar maluca
Quando me roça a nuca
E quase me machuca com a barba malfeita
E de pousar as coxas entre as minhas coxas
Quando ele se deita, ai"
Tem um jeito manso que é só seu
E que me deixa louca
Quando me beija a boca
A minha pele toda fica arrepiada
E me beija com calma e fundo
Até minh'alma se sentir beijada, ai
[...]
Eu sou sua menina, viu?
E ele é o meu rapaz
Meu corpo é testemunha
Do bem que ele me faz
O meu amor
Tem um jeito manso que é só seu
De me deixar maluca
Quando me roça a nuca
E quase me machuca com a barba malfeita
E de pousar as coxas entre as minhas coxas
Quando ele se deita, ai"
quarta-feira, 11 de março de 2009
Raramente acordo chorando. Essa noite o sonho foi tão esquisito-difícil-dolorido-não-colorido que me fez acordar com lágrimas e um aperto no peito. Caminhava desequilibrada em uma rua inexistente, todas as pessoas eram conhecidas mas ausentes na minha vida.
Eu queria dizer muitas coisas, na verdade eu disse, disse não, cuspi, porque ele não me olhava nos olhos. Não olhar nos olhos é algo que realmente me incomoda porque você não consegue saber se é falta de coragem ou desconfiança, mas enfim, ele não me olhava nos olhos e eu o sacudia e chorava e queria entender como aquilo era possível, como todos meus sonhos tinham ido embora? Como eu poderia esquecer de todas as promessas e juras e sentimentos? Como eu poderia sorrir vendo as mãos percorrendo outras que não fossem as minhas? Escrevi cartas infinitas em toalhas de mesa, chorei, gritei, corri. E acordei cansada. Chorando.
Eu queria dizer muitas coisas, na verdade eu disse, disse não, cuspi, porque ele não me olhava nos olhos. Não olhar nos olhos é algo que realmente me incomoda porque você não consegue saber se é falta de coragem ou desconfiança, mas enfim, ele não me olhava nos olhos e eu o sacudia e chorava e queria entender como aquilo era possível, como todos meus sonhos tinham ido embora? Como eu poderia esquecer de todas as promessas e juras e sentimentos? Como eu poderia sorrir vendo as mãos percorrendo outras que não fossem as minhas? Escrevi cartas infinitas em toalhas de mesa, chorei, gritei, corri. E acordei cansada. Chorando.
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