quarta-feira, 11 de março de 2009

Raramente acordo chorando. Essa noite o sonho foi tão esquisito-difícil-dolorido-não-colorido que me fez acordar com lágrimas e um aperto no peito. Caminhava desequilibrada em uma rua inexistente, todas as pessoas eram conhecidas mas ausentes na minha vida.
Eu queria dizer muitas coisas, na verdade eu disse, disse não, cuspi, porque ele não me olhava nos olhos. Não olhar nos olhos é algo que realmente me incomoda porque você não consegue saber se é falta de coragem ou desconfiança, mas enfim, ele não me olhava nos olhos e eu o sacudia e chorava e queria entender como aquilo era possível, como todos meus sonhos tinham ido embora? Como eu poderia esquecer de todas as promessas e juras e sentimentos? Como eu poderia sorrir vendo as mãos percorrendo outras que não fossem as minhas? Escrevi cartas infinitas em toalhas de mesa, chorei, gritei, corri. E acordei cansada. Chorando.

2 comentários:

Sujeito Oculto disse...

Engraçado é ler esse post ouvindo Cranberries no iPod, a Dolores chora muito! Olha, as promessas são sinceras, sempre são, mas o são no momento em que são feitas. Se não, tudo o que se vive é mentira.

...aquela que voa disse...

Gostei do seu jeito de escrita. Direto, intenso, sentido. Conseguiu me transportar pro teu sonho - e reproduzir em mim a angústia dele. Parabéns! E que seus dias sejam de sinceridade no olhar, e mãos quentes para se sentir segura. Bjs