A lua naquela noite estava ignorante, num tom amarelado convidativo. E eu me rendi: olhei-a até pensar coisas mirabolantes, até parar de sentir aquele ônibus sacolejando, até a luz do cara de trás não me atrapalhar, até sonhar. Foi um sonho curto, mas bom. Eu ria, como talvez não faço a tempos, um riso muito alegre e contagiante. Eu via claridade e não uma sombra que se vê quando está de olhos fechados com a luz acesa e parece que alguém chegou perto e ficou escuro...
E durante a viagem eu senti muita vontade de escrever, mas, mais uma vez honrando meu pecado capital - a preguiça, deixei pra depois. Pensei que essa minha cabeça cheia de fórmulas e conceitos e tiurias iria guardar tudo. Amargo engano. Agora nem mesmo a sensação de estar dentro daquela bola amarela eu consigo descrever.
segunda-feira, 10 de setembro de 2007
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