Já era hora. Todos os neurônios parecem ligados, tudo no seu devido lugar (seja lá quando essa idéia de que cada coisa tem seu lugar tenha sido 'imposta') e mais uma vez ela chorava. Não chorava porque alguém brigou com ela ou porque as coisas não vão bem. Não chorava por qualquer coisa, não. Chorava porque algo lhe faltava. E não era sempre que faltava, eram idas e vindas e idas dessa idéia maluca de não saber ser feliz. Às vezes aquela falta chegava devagar e ia tomando conta, às vezes a dominava tão subitamente que doia.
Um dia ela tropeçou, xingou e pensou. Então, em um clique, pensou que faltava pensar nela.
quarta-feira, 26 de março de 2008
sábado, 22 de março de 2008
madrugada
Hoje eu dormi a tarde. Fazia muito tempo que eu não dormia assim, final da tarde. E foi ótimo, acordei com um telefonema bom e um convite pra beber. Pulei da cama e cozinhei tomando uma caipirinha. A visita foi ótima e a conversa agradável. Pena que a companhia é uma pessoa trabalhadora e teve que ir embora cedo. Fiquei aqui, com a cabeça a mil e um gosto de vodka na boca. Escrevi e-mails, li e-mails, me achei uma besta de estar à frente desse computador, estudei, bebi. Minha cabeça está num ritmo tão acelerado que meu corpo já está pedindo socorro.
Mais um pouco aqui eu pulo do sexto andar.
sexta-feira, 21 de março de 2008
Escorpião.
CARACTERÍSTICAS GERAIS
O Sol em Escorpião: de 23 de outubro - 21 de novembro
Signo: Escorpião.
Número: 8
Modalidade: Fixo
Elemento: Água
Regente: Plutão.
Co-regente: Marte
Planeta exaltado: Urano
Planeta em exílio: Vênus
Planeta em Queda: Lua
Orixá: Omolú (Obaluaiê)
Apóstolo: Judas
Deuses protetores: Shiva. Dionísio (Baco).
Cor: Marrom (morram) ou combinação de vermelho, preto e branco
Saudação: silêncio
Anatomia: órgão genitais, reto, órgãos de reprodução e bexiga.
Verbo: eu desejo.
Dia da semana: terça-feira.
Pedra: Granada.
Características positivas: Motivado. Penetrante. Realizador. Determinado. Observador. Científico. Experimentador. Explorador. Fiel. Sensível. Inteligente. Estratégico.
Características negativas: Vingativo, Temperamental. Arrogante. Complicado. Violento. Sarcástico. Desconfiado. Ciumento. Intolerante. Fechado. Obsessivo. Compulsivo. Perverso.
"A ti Escorpião, darei uma tarefa muito difícil. Terás a habilidade de conhecer a mente dos homens, mas não te darei a permissão de falar sobre o que aprenderes. Muitas vezes te sentirás ferido por aquilo que vês, e em tua dor te voltarás contra Mim, esquecendo que não sou Eu, mas a perversão de Minha Idéia, o que te faz sofrer. Verás tanto e tanto do homem enquanto animal, e lutarás tanto com os instintos em ti mesmo, que perderás o teu caminho; mas quando finalmente voltares, terei para ti o Dom supremo da Finalidade." E Escorpião retornou ao seu lugar. (Original de Martin Schulman – Karmic Astrology: The Moon’s Nodes and Reincarnation, 1977)
CARACTERÍSTICAS COMPORTAMENTAIS DO ESCORPIONINO
Nos olhos de todo filho de Escorpião consegue-se ver a força embriagadora do signo. Olhos nos olhos, encanto divino. Medo, tentação. Algo me diz que sim, algo me diz que não, e enquanto isso a força me leva a festa dos poros, que caem como chuva no corpo. Molhado de emoções e abre-se o desfile das cenas do estar juntos, a cada minuto mais enrolados. Mas, a alma não aprisiona, essa pode voar até as flores e as nuvens. Os pensamentos então como o vento dão a volta ao mundo e palpitam entre o Céu e a Terra. Só o corpo cada vez mais comprometido, com o outro, com a familia, a sociedade, a vida. Este é o mistério da encarnação. E nele o escorpionino é o conectador das almas, pelo coração e o sexo, nexo, plexo.
Escorpião é profundo e conseqüente. Quer conhecer o que está além e não se contenta com as aparências. Ele quer entrar em contato com as verdadeiras forças que movimentam os fatos.
Escorpião encara a transformação a favor do relacionamento. Ele tem sensibilidade para perceber o que esta podre, bichado, corrompido, e não tem escrúpulos para arrancar ou matar se necessário. Com escorpião o vai ou racha, não existe relacionamento na aparência, na formalidade. Exige presença, clareza de intenção, qualidade na intimidade; exige cumplicidade, fidelidade e lealdade.
Dizem que escorpião é um signo relacionado ao sexo e à morte. O sexo em seu ápice é como a pequena morte que marca uma etapa além da qual, todos se transformam.
É místico e sensível aos poderes não ordinários. Respeita as forças da Natureza. Gosta ritualizar seu dia a dia tendo em conta suas crenças.
O escorpião é um animal muito resistente as crueldades do clima e da sorte. Resiste o calor, a seca, a fome e sabe-se proteger muito bem. Quando acuado prefere se matar. Ele só ataca para pegar sua presa ou por defesa. O Escorpião copia o comportamento do animal símbolo, sempre pronto para atacar quem o tocar, com sua cauda retesada, o ferrão venenoso e a rapidez de uma picada mortífera. Ele nem sempre reage no momento;isso é perigoso.Pode até deixar passar muito tempo para demonstrar sua reação e ele jamais esquece uma afronta.Tem memória invejável e paciência inesgotável; por isso,leva o tempo que achar necessário tramando uma vingança, e esta terá que ser completa.Com cuidado pode-se conviver muito bem com eles. Os antigos acreditavam que esses animais tinham o poder de curar ou de matar. Em todos as culturas existem lendas sobre os poderes mágicos do Escorpião.
O escorpião tipo serpente é frio por fora, vulcânico por dentro. É capaz de fazer quase tudo o que quer, quando realmente quer, e não apenas sonha. Transforma desejo em realidade, com força, determinação e impecabilidade. No seu mapa prevalece o elemento Terra e água.
O escorpião tipo águia, é aquele que renasce de suas cinzas e domina com arte suas fortes emoções. Gosta viajar, é mais social, traça objetivos mais ambiciosos, gosta de ser liderança. É bom ator em tudo o que fizer. No seu mapa pode prevalecer o elemento fogo ou ar, as vezes terra: Chiang-Kai-Check, De Gaule, Hilari Clinton, Indira Ghandi, Presidente Lula, Luther King, MacArthur, Margareth Mead, Nehru, Picasso e Theodore Roosevelt.
Quando atacado, e se sente seguro, ataca na hora e usa todas suas armas. Usa informações que estavam guardadas nos seus arquivos secretos e as escancara com morbidez, observando como corroem a imagem de seu opositor. Quando se sente com poucas munições pode demorar, mas quando tiver a oportunidade segura ele ataca de volta. O Escorpião se vinga sempre. Ele é regido pela antiga lei “*olho por olho,dente por dente*”. O importante é que nada fique sem a devida resposta, o que, para ele, pode variar de um simples olhar profundo até uma atitude de conseqüências graves.
A MULHER DE ESCORPIÃO
Um homem para satisfazer uma mulher de Escorpião tem que dominar os mistérios da intimidade e do sexo. De outra maneira ela vai se fechar sexualmente para ele. Pode ser que ame, que seja até fiel, e que se mantenha casada, mas ela não se entregará sexualmente se não estiver gostando. Para que ela dê com alegria, tem que estar gostando, de outra maneira é muito difícil para ela, chega a doer. Ela pode se dispor a desconhecer estes sentimentos, mas chega um momento em que não consegue mais. Nesta situação ela estará disposta a trocar de outras maneiras, por exemplo com carinho, abraços, cumplicidade do dia a dia.
Quando ela se entrega para um relacionamento, gostará controlar tudo na vida do parceiro. Começa restringindo suas amizades a seus escolhidos, depois ela vai querer saber por onde ele anda, o que faz, pensa, sente, quer. Ela vai querer saber de seu trabalho e o aconselhar. Casar com uma mulher de Escorpião, é se dispor a ser dominado e controlado por ela. Se resistir, ela poderá ficar insegura e paranóica. E ai começa o inferno.
Não é uma pessoa fácil de se conviver, solicita muita atenção e dedicação. Exige cumplicidade, entrega, afeto, segurança e honestidade. Quando ama, é pra valer, se entrega totalmente, mas exige o mesmo de seu parceiro. Ela quer se sentir amada, protegida e muito desejada.
Ela não gosta de aparências, nem superficialidade. Muito menos de indefinição, falta de atitude e compostura. Ela exige coragem, determinação e transparência. Ela é companheira para vencer na vida e construir o mundo que anela.
Defende seus escolhidos com unhas e dentes. Ela costuma ter relacionamentos duradouros e leais. Os seus relacionamentos passam por várias provas, mas quando ela o escolhe como amigo, saiba que terá alguém em que pode confiar, mas que também exige presença, rotina e participação. Ela gosta de encontrar seus íntimos para falar da vida, curtir o afeto e o aconchego de se estar junto.
Não é nada fácil engana-la. Ela vai dirigir-lhe um olhar penetrante que vai atravessa-lo em busca de suas verdadeiras intenções. E se ela o pegar mentindo, o mais provável é que a perca. Ela repudia a Mentira e a Falsidade.
Por isso, o melhor é nunca a trair, e sempre ser muito honesto e franco com ela. Saiba que quando se fala a verdade para ela é muito melhor, ela consegue entender, pode ser que determinadas verdades nunca perdoe, mas é muito melhor que mentir. Porque ainda que a mentira seja perfeita, ela sente, intui. E nada pior que sua amada escorpionina viva na paranóia, ai é que não funciona mesmo e saiba que de alguma forma ela dará o troco e o castigará.
Frase: 'Sou super LIBERAL... mas onde você foi, MESMO?'
O que o escorpiano espera de seu parceiro? Que o adore, o deseje e seja seu escravo.
O que o escorpiano diz depois do sexo? 'Que delicia amor esse ante-pasto. Agora é que estou pronto para a festa'
Como irritar um escorpiano? Faça perguntas pessoais. Saiba muito sobre eles e dê a entender. Obtenha mais sucesso do que eles e se vanglorie. Repita sempre: -'Isso não é da sua conta!'
Como o escorpiano reza antes de dormir? 'Querido Deus, ajude-me a perdoar meus inimigos, mesmo que os crápulas não mereçam.'
Por que o escorpiano atravessou a rua? Porque era proibido.
Você foi assaltado e o escorpiano.... Diz pra si mesmo, revoltado: - 'É nessas horas que é bom andar armado...'
Adesivo para o vidro do carro do escorpiano: 'Não 'possuo' tudo que amo, mas amo tudo que 'possuo'. E cuido bem de perto'
Quantos escorpianos são necessários para trocar uma lâmpada? Mas quem quer saber? Por que 'Você' quer saber? Você é um policial?
O Sol em Escorpião: de 23 de outubro - 21 de novembro
Signo: Escorpião.
Número: 8
Modalidade: Fixo
Elemento: Água
Regente: Plutão.
Co-regente: Marte
Planeta exaltado: Urano
Planeta em exílio: Vênus
Planeta em Queda: Lua
Orixá: Omolú (Obaluaiê)
Apóstolo: Judas
Deuses protetores: Shiva. Dionísio (Baco).
Cor: Marrom (morram) ou combinação de vermelho, preto e branco
Saudação: silêncio
Anatomia: órgão genitais, reto, órgãos de reprodução e bexiga.
Verbo: eu desejo.
Dia da semana: terça-feira.
Pedra: Granada.
Características positivas: Motivado. Penetrante. Realizador. Determinado. Observador. Científico. Experimentador. Explorador. Fiel. Sensível. Inteligente. Estratégico.
Características negativas: Vingativo, Temperamental. Arrogante. Complicado. Violento. Sarcástico. Desconfiado. Ciumento. Intolerante. Fechado. Obsessivo. Compulsivo. Perverso.
"A ti Escorpião, darei uma tarefa muito difícil. Terás a habilidade de conhecer a mente dos homens, mas não te darei a permissão de falar sobre o que aprenderes. Muitas vezes te sentirás ferido por aquilo que vês, e em tua dor te voltarás contra Mim, esquecendo que não sou Eu, mas a perversão de Minha Idéia, o que te faz sofrer. Verás tanto e tanto do homem enquanto animal, e lutarás tanto com os instintos em ti mesmo, que perderás o teu caminho; mas quando finalmente voltares, terei para ti o Dom supremo da Finalidade." E Escorpião retornou ao seu lugar. (Original de Martin Schulman – Karmic Astrology: The Moon’s Nodes and Reincarnation, 1977)
CARACTERÍSTICAS COMPORTAMENTAIS DO ESCORPIONINO
Nos olhos de todo filho de Escorpião consegue-se ver a força embriagadora do signo. Olhos nos olhos, encanto divino. Medo, tentação. Algo me diz que sim, algo me diz que não, e enquanto isso a força me leva a festa dos poros, que caem como chuva no corpo. Molhado de emoções e abre-se o desfile das cenas do estar juntos, a cada minuto mais enrolados. Mas, a alma não aprisiona, essa pode voar até as flores e as nuvens. Os pensamentos então como o vento dão a volta ao mundo e palpitam entre o Céu e a Terra. Só o corpo cada vez mais comprometido, com o outro, com a familia, a sociedade, a vida. Este é o mistério da encarnação. E nele o escorpionino é o conectador das almas, pelo coração e o sexo, nexo, plexo.
Escorpião é profundo e conseqüente. Quer conhecer o que está além e não se contenta com as aparências. Ele quer entrar em contato com as verdadeiras forças que movimentam os fatos.
Escorpião encara a transformação a favor do relacionamento. Ele tem sensibilidade para perceber o que esta podre, bichado, corrompido, e não tem escrúpulos para arrancar ou matar se necessário. Com escorpião o vai ou racha, não existe relacionamento na aparência, na formalidade. Exige presença, clareza de intenção, qualidade na intimidade; exige cumplicidade, fidelidade e lealdade.
Dizem que escorpião é um signo relacionado ao sexo e à morte. O sexo em seu ápice é como a pequena morte que marca uma etapa além da qual, todos se transformam.
É místico e sensível aos poderes não ordinários. Respeita as forças da Natureza. Gosta ritualizar seu dia a dia tendo em conta suas crenças.
O escorpião é um animal muito resistente as crueldades do clima e da sorte. Resiste o calor, a seca, a fome e sabe-se proteger muito bem. Quando acuado prefere se matar. Ele só ataca para pegar sua presa ou por defesa. O Escorpião copia o comportamento do animal símbolo, sempre pronto para atacar quem o tocar, com sua cauda retesada, o ferrão venenoso e a rapidez de uma picada mortífera. Ele nem sempre reage no momento;isso é perigoso.Pode até deixar passar muito tempo para demonstrar sua reação e ele jamais esquece uma afronta.Tem memória invejável e paciência inesgotável; por isso,leva o tempo que achar necessário tramando uma vingança, e esta terá que ser completa.Com cuidado pode-se conviver muito bem com eles. Os antigos acreditavam que esses animais tinham o poder de curar ou de matar. Em todos as culturas existem lendas sobre os poderes mágicos do Escorpião.
O escorpião tipo serpente é frio por fora, vulcânico por dentro. É capaz de fazer quase tudo o que quer, quando realmente quer, e não apenas sonha. Transforma desejo em realidade, com força, determinação e impecabilidade. No seu mapa prevalece o elemento Terra e água.
O escorpião tipo águia, é aquele que renasce de suas cinzas e domina com arte suas fortes emoções. Gosta viajar, é mais social, traça objetivos mais ambiciosos, gosta de ser liderança. É bom ator em tudo o que fizer. No seu mapa pode prevalecer o elemento fogo ou ar, as vezes terra: Chiang-Kai-Check, De Gaule, Hilari Clinton, Indira Ghandi, Presidente Lula, Luther King, MacArthur, Margareth Mead, Nehru, Picasso e Theodore Roosevelt.
Quando atacado, e se sente seguro, ataca na hora e usa todas suas armas. Usa informações que estavam guardadas nos seus arquivos secretos e as escancara com morbidez, observando como corroem a imagem de seu opositor. Quando se sente com poucas munições pode demorar, mas quando tiver a oportunidade segura ele ataca de volta. O Escorpião se vinga sempre. Ele é regido pela antiga lei “*olho por olho,dente por dente*”. O importante é que nada fique sem a devida resposta, o que, para ele, pode variar de um simples olhar profundo até uma atitude de conseqüências graves.
A MULHER DE ESCORPIÃO
Um homem para satisfazer uma mulher de Escorpião tem que dominar os mistérios da intimidade e do sexo. De outra maneira ela vai se fechar sexualmente para ele. Pode ser que ame, que seja até fiel, e que se mantenha casada, mas ela não se entregará sexualmente se não estiver gostando. Para que ela dê com alegria, tem que estar gostando, de outra maneira é muito difícil para ela, chega a doer. Ela pode se dispor a desconhecer estes sentimentos, mas chega um momento em que não consegue mais. Nesta situação ela estará disposta a trocar de outras maneiras, por exemplo com carinho, abraços, cumplicidade do dia a dia.
Quando ela se entrega para um relacionamento, gostará controlar tudo na vida do parceiro. Começa restringindo suas amizades a seus escolhidos, depois ela vai querer saber por onde ele anda, o que faz, pensa, sente, quer. Ela vai querer saber de seu trabalho e o aconselhar. Casar com uma mulher de Escorpião, é se dispor a ser dominado e controlado por ela. Se resistir, ela poderá ficar insegura e paranóica. E ai começa o inferno.
Não é uma pessoa fácil de se conviver, solicita muita atenção e dedicação. Exige cumplicidade, entrega, afeto, segurança e honestidade. Quando ama, é pra valer, se entrega totalmente, mas exige o mesmo de seu parceiro. Ela quer se sentir amada, protegida e muito desejada.
Ela não gosta de aparências, nem superficialidade. Muito menos de indefinição, falta de atitude e compostura. Ela exige coragem, determinação e transparência. Ela é companheira para vencer na vida e construir o mundo que anela.
Defende seus escolhidos com unhas e dentes. Ela costuma ter relacionamentos duradouros e leais. Os seus relacionamentos passam por várias provas, mas quando ela o escolhe como amigo, saiba que terá alguém em que pode confiar, mas que também exige presença, rotina e participação. Ela gosta de encontrar seus íntimos para falar da vida, curtir o afeto e o aconchego de se estar junto.
Não é nada fácil engana-la. Ela vai dirigir-lhe um olhar penetrante que vai atravessa-lo em busca de suas verdadeiras intenções. E se ela o pegar mentindo, o mais provável é que a perca. Ela repudia a Mentira e a Falsidade.
Por isso, o melhor é nunca a trair, e sempre ser muito honesto e franco com ela. Saiba que quando se fala a verdade para ela é muito melhor, ela consegue entender, pode ser que determinadas verdades nunca perdoe, mas é muito melhor que mentir. Porque ainda que a mentira seja perfeita, ela sente, intui. E nada pior que sua amada escorpionina viva na paranóia, ai é que não funciona mesmo e saiba que de alguma forma ela dará o troco e o castigará.
Frase: 'Sou super LIBERAL... mas onde você foi, MESMO?'
O que o escorpiano espera de seu parceiro? Que o adore, o deseje e seja seu escravo.
O que o escorpiano diz depois do sexo? 'Que delicia amor esse ante-pasto. Agora é que estou pronto para a festa'
Como irritar um escorpiano? Faça perguntas pessoais. Saiba muito sobre eles e dê a entender. Obtenha mais sucesso do que eles e se vanglorie. Repita sempre: -'Isso não é da sua conta!'
Como o escorpiano reza antes de dormir? 'Querido Deus, ajude-me a perdoar meus inimigos, mesmo que os crápulas não mereçam.'
Por que o escorpiano atravessou a rua? Porque era proibido.
Você foi assaltado e o escorpiano.... Diz pra si mesmo, revoltado: - 'É nessas horas que é bom andar armado...'
Adesivo para o vidro do carro do escorpiano: 'Não 'possuo' tudo que amo, mas amo tudo que 'possuo'. E cuido bem de perto'
Quantos escorpianos são necessários para trocar uma lâmpada? Mas quem quer saber? Por que 'Você' quer saber? Você é um policial?
quinta-feira, 20 de março de 2008
menos... menos.
Como naquela propaganda: eu quero menos.
Mas eu, eu quero menos preocupação, eu quero menos gente pegando no meu pé, quero menos pessoas me olhando na rua, quero ter que viver cada vez menos pesada. Uma boa alternativa é tomar uns goles e me ver sem meu ego, ver eu comigo mesma. A outra é dormir até descansar toda essa mente nervosa e conectada que existe dentro dessa coisa oca.
(E é a segunda opção que vou "escolher")
Mas eu, eu quero menos preocupação, eu quero menos gente pegando no meu pé, quero menos pessoas me olhando na rua, quero ter que viver cada vez menos pesada. Uma boa alternativa é tomar uns goles e me ver sem meu ego, ver eu comigo mesma. A outra é dormir até descansar toda essa mente nervosa e conectada que existe dentro dessa coisa oca.
(E é a segunda opção que vou "escolher")
segunda-feira, 17 de março de 2008
o velho-novo-velho
Com meus canais de sódio abertos fica mais fácil. Os dias têm sido divertidos, inusitados, descobridores de mim mesma. Os novos velhos planos, as novas velhas companhias, o novo e requintado sorriso que não via há tempos.
segunda-feira, 10 de março de 2008
Sinto como daquela vez que eu tava em pânico. Tudo me dá medo, tudo me dá aflição e a vontade de sumir e assumir é grande que faz buraco no chão. Queria sair correndo daqui, talvez até aprender a andar de bicicleta pra chegar do lado de lá. O que eu queria mesmo, do fundo do coração, era só um abraço e assim não precisaria de mais nada.
As minhas rimas ficaram podres, as minhas comidas sem vida e meu olhar sem brilho. Assim não dá.
As minhas rimas ficaram podres, as minhas comidas sem vida e meu olhar sem brilho. Assim não dá.
sexta-feira, 29 de fevereiro de 2008
sumiço
Sumi porque a faculdade está ótima e tomando muito tempo. Sumi, também, porque meu mais ilustre leitor sumiu pro lado de lá e agora em vez de dormir agarradinho comigo não dorme bem por causa do fuso. E há alguns dias eu sumi do meu corpo.
Não tenho dormido bem, preocupada com a pessoa. Tenho lido tanto que todas as letras estão embaralhando na minha frente e nem meus óculos conseguem resolver... Minha mente está tão confusa que meus neurônios deram adeus.
Não tenho dormido bem, preocupada com a pessoa. Tenho lido tanto que todas as letras estão embaralhando na minha frente e nem meus óculos conseguem resolver... Minha mente está tão confusa que meus neurônios deram adeus.
quarta-feira, 27 de fevereiro de 2008
domingo, 17 de fevereiro de 2008
Veio num sonho, certa noite. Ela o amava. Ele a amava também. E ainda que essa coisa, o amor, fosse complicada demais para compreender e detalhar nas maneiras tortuosas como acontece, naquele momento em que acontecia dentro do sonho, era simples. Boa, fácil, assim era. Ela gostava de estar com ele, ele gostava de estar com ela. Isso era tudo. Dormiam juntos, no sonho, porque era bom para um e para outro estarem assim juntos, naquele outro espaço. Não vinha nada de fora, nem ninguém. Deitada nua no ombro também nu dele, não havia fatos. Dormiam juntos, apenas. Isso era limpo e nítido no sonho que ela sonhou aquela noite.Deitada no ombro dele, ela via seu rosto muito próximo. Esse era o sonho, nada mais. E isso, mais tarde saberia, era o único fato do sonho inteiro: via o rosto dele muito próximo. Como um astronauta prestes a desembarcar veria a face da lua, mal reconhecendo o Mar da Serenidade perdido em poeira cinza, assim ela o via naquela proximidade excessiva, quase inumana de tão próxima. Fechasse os olhos — mas não os fecharia, pois já estava dormindo — guardaria contra as pálpebras cerradas um por um dos traços dele. Crateras miúdas com negros fios de barba despontando duros de dentro delas, molhadas gretas polpudas além das quais brilhava o branco duro dos dentes.Coisas assim, ela via. E de olhos abertos, embora fechados, pois sonhava, protegia-o, protegiam- se no meio da noite. Tão simples, tão claro. E de alguma forma inequívoca, para sempre. Talvez ele tivesse passado um dos braços em tomo da cintura dela, quem sabe ela houvesse deitado uma das mãos sobre o ombro dele, erguendo os dedos até que tocassem no lóbulo de sua orelha. Em todos os dias que se seguiram à noite daquele sonho, e foram muitos, honestamente não saberia localizar outros detalhes. Pois enquanto dormia, naquela noite, tudo era só e apenasmente isso: dormiam juntos.No centro da noite, no meio do sonho, no outro espaço.Quase meio-dia da manhã seguinte, e ela não teria sequer a quem telefonar contando. Contando o que, perguntou-se, se nem havia o que contar propriamente? Lavou pratos e copos da noite anterior, folheou jornais, tanta miséria remota, e bocejou então andando pelo apartamento de solteira, metade do corpo ainda dentro do sonho onde ele também habitara. Despistou dois, três telefonemas, desmarcou alguma coisa pela tarde, outra pela noite. Queria ficar dentro de si, e nem importava quem exatamente era ela agora, assim vadia e meio à mercê, pensando só nele. No homem, no sonho. Morta de saudade, quase três da tarde deitou-se na cama ainda meio morna, e fumando na penumbra cortada pelas cintilações da curva da tarde, sentiu falta. Não de alguém morto ou perdido para sempre em viagem, em rompimento definitivo, não essa falta. Outra, nem falta nem saudade, mas coisa parecida e oca, o que ela sentia às três da tarde, fumando no quarto escuro. E sabia que de alguma forma ele continuava ali. Miúdas crateras, gretas polpudas. Em algum ponto da cama, do quarto, da mente, do espaço.Embalada pelos ruídos da rua, dormiu até quase sete entre sonhos onde ele não surgia, perambulando por histórias que não o traziam de volta. Lavou o rosto, esquentou o frango no microondas, passou café, acendeu um cigarro espiando chatices na tevê — e tomou a dormir. Custou um pouco. Foi quando, caindo em tentação, tentou quase desesperada lembrar-se — daquela vez, naquela noite — se ele teria mesmo passado um dos braços pela sua cintura, e se esse braço teria pêlos densos, mas macios de tocar, e se a mão dele realmente fechara-se exata e solidária e carinhosa naquele ponto secreto onde, constrangida, ela admitia ter mesmo algumas gordurinhas, e se a mão dela estaria assim meio pousada nos pêlos do peito dele, distendendo dois, três dedos até tocar no lóbulo da orelha. Colado ao rosto, alguém dissera, muita espiritualidade. Ou o contrário? Budas, Cristos, Oxalás, invocou no escuro que ainda guardava certo cheiro do sono anterior onde, nu e homem, ele habitara ao lado dela. Mas sabia que tudo isso — as invenções recentes sobre o outro espaço — era puro artifício.Sem artifícios, acordou na manhã seguinte. Vazias, ela e a manhã. E procurou o telefone para contar às amigas. “Premonição”, disse uma, “você vai encontrar alguém”; “transporte astral”, disse outra, “você deve tê-lo realmente encontrado numa outra dimensão”; “ah, mera projeção de carências atávicas”, disse mais uma, “no fundo pura falta de sexo”. Algum dia, ela desesperançava, em algum lugar, planejou em seguida, noutro espaço, por trás de tudo, num mundo paralelo, quem sabe: ah, sim, que certamente tornaria a encontrá-lo numa interfreqüêncía de rádio ou televisão, num reflexo do espelho. E às quatro da manhã a surpreenderam com um prato de macarrão frio sobre os joelhos, os olhos postos vesgos nos riscos magnéticos horizontais da tela da tevê. Ele não estava lá. Nos dias seguintes, mesmo aceitando todos os janta-res e cedendo a todos os cinemas e shoppings e pizzarias, pois ele poderia também estar no real — ele também não estava lá. Nem aqui. Em nenhum lugar onde fosse, de fora ou de dentro, nos dias seguintes ao dia em que estivera deitada no ombro dele tão proximamente nu também, no fundo de um sonho, conseguia reencontrá-lo. Pois havia outros detalhes, semanas depois ainda tentava lembrar. Havia um cheiro, por exemplo. Tênue, quase perverso. Intimidade úmida, limpa, nas dobras da carne suada, preservada na própria pele. Feito égua no escuro do quarto, escancarava narinas farejando o macho que a cavalgaria. Deu para pesquisar colônias masculinas, aspirar camisas entreabertas dos homens pelos ônibus, nas filas de bancos e correios, elevadores, essência entre os pêlos, primeiro suor após o banho, reconheceria quando o encontrasse. O cheiro cru, original. Não encontrou. Dilatava as narinas em lugares públicos cheios de homens suados — mas nenhum cheiro era o dele. Rememorava meticulosa: de baixo para cima, rosto pousado no peito dela, assim o vira naquela única vez. E embora o ângulo distorcido, porque era tudo o que tinha, tentava recompô-lo meses — e distorções — depois. Miúdas crateras, fios negros duros de barba despontando — apegava-se à certeza do negros como se fincasse bandeira em território conquistado — e depois as gretas polpudas de um lábio inferior atrás do qual brilhavam alvos dentes brancos. Alvos, repetia. Revistou revistas procurando semelhanças, Gibsons, Hanks, Lamberts, e esforçando o olhar para além dos (cones imaginava identificar um sobrecílio, um pômulo, mas se passara tanto tempo que talvez, a original, a única, que não saberia seria ainda uma memória ou sua Primeira Invernada. Insistia: cílios longos macios. Sem vírgulas longos macios os cílios do homem que a amava e que ela amava também naquela noite e para sempre no meio de um sonho ficando antigo demais e meio disperso.Invenções Desesperadas, pois, passou a fazer, Íntimas Orgias Imaginárias. Fossas nasais abertas onde ela passava a ponta da língua localizando certo remoto gosto salgado, e a outra mão dela, não aquela pousada no peito dele, mas esta uma que descia à toa pelos pêlos, enroscando-se até a cintura e então o umbigo súbito em certa barriga perdoada, porque ela o amava, e penetrava no umbigo com a ponta da unha vermelha, antes de mergulhar na mata mais abaixo, aquele homem que não era sequer perfeito e por isso mesmo belo, porque a amava e ela a ele, e isso era para sempre apesar do fugaz. Passaram-se meses, ela não o esquecia.Toda noite, acompanhada ou não — pois ao fim e ao cabo achava, digamos, saudável manter uma vida real-objetiva enquanto ele continuava a acontecer dentro de si, no outro espaço, sem que ninguém soubesse —, abria-se só para ele. E quando os outros reais, objetivos, debruçavam-se sobre ela, virava-os de costas na cama — boca arriba, repetia, como se fora argentina, boca arriba — e encostando o rosto em seus peitos tentava retomar aquele mesmo ângulo entrevisto à beira do pescoço úmido, íntimo, único. Mas nunca outros homens foram, eram nem seriam aquele, e ela sabia que de maneira alguma poderiam ser, ainda que fingisse com o máximo de empenho. Pois, por trás do sonho, resistia o chamado real-impiedoso.Porra caralho buceta, repetia sozinha. Bruta, vulgar. Afinal, não era essa a forma de procurá-lo, jamais no chamado real-impiedoso. Então voltava a deitar em horas absurdas e a dormir para tentar encontrá-lo no país onde habitava, e nem sabia que reino mais, tão diverso do dela. Todas as noites, um segundo antes de afundar, pensava — onde quer que você esteja, meu príncipe, em qualquer região da minha mente, no mínimo interstício, na fímbria do pensamento, frincha da memória, dobra da fantasia, faixa vibratória passada presente futura, aqui vou eu ao seu encontro, meu bem amado. E nada. Mesmo que alimentasse o hábito de materializar anjos e fadas sentados à beira de sua cama a perguntarem gentis o que desejava mais profunda e loucamente entre todas as coisas da vida inteira, o que mais queria de tudo que existe no universo infinito — e respondesse sempre, singela e sincera: tornar a encontrá-lo —, nunca mais voltou a vê-lo. Nem no sonho, nem na vida. Inúteis cartomantes, trânsitos, runas, ebós. O Valete de Copas traria carta de amor assim que Netuno abandonasse a oposição de Vênus na casa do karma, Peorth anunciaria o reencontro das coisas perdidas se Oxum aceitasse as rosas amarelas jogadas na cachoeira. Nessa região movediça da qual não desacreditava de todo, pois, afinal, fora onde o conhecera — ele também não estava. Delirava insone: quando eu voltar princesa e você gladiador entre feras, quem sabe na arena; quando emergir do fundo das águas para espiar teu reino terrestre e verde, à superfície, quando eu talvez sereia, mulher-maravilha, pastora e astronauta navegando em abismos — quem, quem sabe quando?Por enquanto, arduamente. era só um cheiro de homem nu flutuando no escuro do quarto, quentura de bicho vivo pulsando junto à quentura de bicho vivo dela. Outra coisa, noutro lugar. Que não ficava aqui, nem lá. Talvez se morresse. O problema é que a vida era agora e era aqui. E além de não estar nem no aqui nem no agora, ele não partia.Não se matou. Não seria capaz, resistia sempre à ilusão de encontrá-lo um dia. Por isso mesmo houve outros, claro. Algumas iluminações, encontros quase agradáveis até. O engenheiro divorciado, um professor de olhos verdes. Mas aprendeu a ir dormir sempre o mais cedo que pode, pois é nessa faixa que ele habita, ela sabe, a contemplá-la mesmo de olhos fechados. E de tudo que foi restando nesses anos todos, continua sabendo que sabe que fica lá o lugar onde poderia encontrá-lo outra vez. Do outro lado, onde com os olhos abertos ela vê com os olhos fechados e inteiramente nua, encostada ao ombro dele, que dorme inteiramente nu também, mas a vê-la dentro do sono.Arfam levemente os dois. Ela dorme segura protegida no ombro dele que a protege seguro. Mesmo dormindo, mesmo do lado de cá. E isso é para sempre, por mais que o tempo passe e a afaste cada vez mais dele, que continua eterno naquele segundo em que o viu. E isso ninguém roubará, repete-se, mesmo levando em conta todos aqueles meses de enganos vis que continuam e continuarão a vir depois daquele sonho.Eu te amo, repete sozinha para o escuro toda noite, pouco antes de seu corpo dissolver-se na espuma do sono, eu te amo. E se pudessem saber, os outros, todos saberiam que isso não deixa de ser uma vitória. Certa espécie de vitória. Mas tão dúbia que parece também uma completa derrota.
[Caio Fernando Abreu]
[Caio Fernando Abreu]
Assinar:
Postagens (Atom)
