segunda-feira, 28 de janeiro de 2008

27 dias.

Falta menos de 1 mês. Em um mês eu sei que não vou conseguir ouvir todas as músicas que eu quero com você, não vou conseguir dançar até o chão, não vou conseguir passar as noites em branco só pra te ver dormir... Sinto aquela dor de estômago que me matava antes, que parece que eu levei cinco socos de uma vez só. Em um mês eu não vou escrever todas as cartas que eu quero, não vou fazer todas as surpresas que eu pensei, não vou dar tantos beijos quanto eu gostaria nem ganhar tantos abraços que me façam parar de chorar.
Quem sabe tudo seria mais fácil se eu fosse um pouco menos dramática, um pouco menos desesperada e até um pouco menos paranóica, não acha? Mas não dá, você tem que entender que não dá!! Pensar em não poder te ligar as três da manhã pra você correr pra cá e rolar na minha cama me matando de amor e de rir é quase terrível. Será mesmo que eu vou ter que ir até o Centro-sul da Oceania pra não morrer de amor? Só sei que pra você eu iria nadando até o Pacífico Sul.

Se o drama comigo é fácil, de TPM então...
(Mas que eu iria nadando... ah, iria sim!!)

terça-feira, 22 de janeiro de 2008

É uma dor que machuca, que vai lá no fundo, que pega a alma.

"Pra que sofrer se nada é pra sempre?" Hoje, só por hoje, essa frase não vale. O sofrimento foi imposto e vai durar por tempo indeterminado, infelizmente.





E eu não sei como vou ficar sem seus pés pra acariciar os meus enquanto tento dormir.

domingo, 20 de janeiro de 2008

domingo estranho

Hoje o dia foi estranho. Tenho uma vontade de chorar contida, tenho saudade do que ainda não foi, tenho vontade de um abraço, tenho vontade de dormir durante 1 ano. Coloquei meu cd do Legião Urbana, tinha muito tempo que eu não ouvia, e senti uma faca entrando no meu peito e me rasgando até depois do umbigo. "É preciso amar as pessoas como se não houvesse amanhã. Porque se você parar pra pensar, na verdade não há.." Tenho medo de ficar aqui sozinha, tenho medo de pirar e me jogar da janela, tenho medo medo medo. A noite passada foi ótima e alegre, ri tanto e amei tanto e senti tanto que não faz sentido.

quarta-feira, 9 de janeiro de 2008

No começo era um. Tijolo por tijolo ele tentava encaixar e fazer o muro perfeito. Depois vieram mais alguns, de repente eram tantos que até atrapalhava. Então os outros foram indo embora, ficaram só dois e assim o muro ia sendo construído. Porém, num golpe de pincel, esse outro foi embora. O muro ficou tão frágil que ele não conseguiu agüentar: todos os tijolos foram pro chão.

segunda-feira, 7 de janeiro de 2008

domingo

Ela sentia-se leve como uma pluma. Podia voar, dançar ou apenas relaxar em cima daquela almofada laranja com manchas azuis. Era assim, livre. Entre copos de champagne e risadas intermináveis, divertia-se como se não houvesse vida lá fora. Por instantes imaginou estar em uma casa de campo com um quintal enorme, flores coloridas e daqui a pouco pegaria seus pincéis e pintaria a alegria.

sexta-feira, 4 de janeiro de 2008

A noite foi maravilhosa. Após goles de vodka e risadas, ganhei abraços e beijos muito quentes. Legião soube embalar, pela primeira vez, uma noite feliz.

Continuo falando pouco tentando viver muito.

quarta-feira, 26 de dezembro de 2007

férias merecidas

As férias estão deliciosas. O descanso merecido na companhia reencontrada.
Feliz.

quarta-feira, 19 de dezembro de 2007

Paz. As coisas voltam ao normal, o coração descansa e a mente viaja. Entre uma bola e uma mordida os sinos fazem um BLÉMBLÉMBLÉM tão agudo que é impossível não ouvir.



terça-feira, 11 de dezembro de 2007

Acabo de comer maçã e banana picadas com creme de leite. Pura larica atrasada, pura falta de mim. Sinto-me com a data de validade vencida e não sei o que fazer. Escondo-me na prateleira, quem sabe aqui eles não me vejam, quem sabe aqui eles não me peguem desprevenida preparada. Apesar de ficar quieta, o que eu realmente queria era ir à janela pegar um pouco de sol.

sexta-feira, 7 de dezembro de 2007

sombrinhas aleatórias

Ontem estava um dia horroso em Curitiba. Atrasei-me inteira, comi correndo, tomei banho correndo, arrumei tudo correndo, procurei minha sombrinha e fui pra aula. No caminho, fui desviando das poças, dos carros que jogam água nos pedestres, das pessoas que não olham pros outros e acham que a sua sombrinha é a dona da rua... E comecei a reparar nas sombrinhas. Já pensou se o guarda-chuva da pessoa mostrasse o que ela é ou como ela se comporta?
Pensei nisso quando passou por mim um cara de terno, baixinho, rindo sozinho. O guarda-chuva dele era grande, daquele que andam três embaixo sem se molhar, meio quadriculado e com uma estampa de velho. E se aquele sorissinho fosse porque ele passou o horário do almoço com a secretária e não passa de um conservador de meia tigela?
Depois de me divertir com as sombrinhas dos outros olhei pra minha: rosa com bolinhas brancas. Será?