domingo, 5 de outubro de 2008

Domingo

As coisas se transformam, mesmo.
Hoje acordei cedo, com um sol tímido no rosto vindo da nova janela. Acordei sem mau-humor, sem querer saber que horas eram, com um sorriso recebido, com vontade de tomar água de côco na feirinha e até uma súbita vontade de aprender a andar de bicicleta.
Não aprendi a andar de bicicleta, nem tomei a água de côco, mas dei boas risadas tomando um café do feirante engraçado e indo votar, anulando o voto porque ainda não conto tanto assim com a memória e consegui esquecer o número do candidato!

quarta-feira, 1 de outubro de 2008

sonhos

Lembrei de um sonho bonito, noite passada.
Era colorido, cheio de sorriso, cheio de felicidade.
Mas era um sonho e eu acordei com um tu-tu-tu me dizendo que precisava pular da cama.

quinta-feira, 25 de setembro de 2008

"Ensaio sobre a cegueira"


Quem ainda não viu, por favor não perca mais tempo, corra pro cinema!!

sábado, 20 de setembro de 2008

Nicest Thing

"All I know is that you're so nice
You're the nicest thing I've seen.
I wish that we could give it a go
See if we could be something."


Sempre.
**

quarta-feira, 3 de setembro de 2008

vruuuuuum.

As avenidas não param nunca. Não consigo atravessar, não é como São Paulo que - apesar do stress - ainda existe educação. Fico olhando para os lados e meus canais me confundem porque já não sei se há tempo de atravessar sem ser acertada no meio por um gigantesco ônibus sem dó.

sexta-feira, 15 de agosto de 2008

tá na chuva é pra se molhar...

Até ontem eu tinha medo da chuva. É, não concordava com aquilo que 'dormir com chuva é ótimo', sempre tive insônia nas noites mais monstruosas de temporal e tudo aquilo me assustava de uma forma ímpar. Após algumas cervejas, vi você em um orelhão. Há uns 5 anos, de capuz verde, nervoso como você parece ser.
Um xixi segurado de cervejas geladas e vou ao banheiro. O encontro foi engraçado...
- Ei, eu te conheço?
- Aham, - saímos do mesmo antro colegial - só espera que vou fazer um pipis...
Depois de sermos todos expulsos pelo dono pois o bar já deveria estar fechado há tempos, começa a procura por outro: cerveja de garrafa -porque esse negócio de long neck é a coisa mais individualista que já se inventou! - aceita cartão e não paga entrada. Uau. Andando pela chuva, com minha sombrinha rosa de bolinhas brancas, nem sei quantas quadras se passaram. Então duas mulheres param o carro do nosso lado e uma delas diz:
- Querem carona?
Os olhos castanhos se cruzam e no exato instante as bocas sorridentes dizem não. A chuva está muito gostosa pra ser jogada fora dentro de um carro, por mais que isso signifique a gripe do dia seguinte. Depois de mais algumas cervejas e laricas, cheguei em casa sem me lembrar como, encharcada, mas com um sorriso sincero no rosto.

terça-feira, 12 de agosto de 2008

é só uma questão de ângulos

Há muito tempo eu não sentia uma dor de estômago tão tremenda. A dor misturada com uma ânsia, uma cólica, um vazio tão cheio quanto a última gota que cabe no vaso, uma vontade de esquecer minha identidade, uma vontade de voltar a sonhar colorido, não sei, sonhos em preto-e-branco me trazem muita nostalgia. Não entendo como as pessoas têm medo de procurar o outro lado - e o lado que atravessa, como cortar uma laranja. Não sei se até um ponto da minha vida eu também não queria chegar ao lado de lá, mas hoje, sem saber como, eu cheguei. A primeira sensação foi algo como 'e agora? que diabos eu tenho que fazer?', depois passou pra 'calma, logo você entende como funciona...' e o último estágio é aquele em que você deixa de olhar pra tão perto e quando olha no fundo da paisagem vê a montanha no fim de tudo. Há um arco-íris também. E um muito azul brilhante mar.
Não sei quando foi que me percebi diferente. Não sei quando foi que eu comecei a gostar de roxo, não sei quando eu deixei de ler gibis - já que gostava tanto - não lembro quanto tempo se passou, não sei onde perdi meu amuleto da sorte, não sei onde está aquela pedra preta que você me deu, não sei quando foi que eu decidi fazer gastronomia, mal me lembro quantos anos eu tinha quando virei essa Amanda.
Depois de centenas, ou melhor, milhões de pensamentos eu dei um pause e pensei em como o tempo passa rápido. Não há mais tempo pra nada, parece que os dias duram 18 horas (e sou prejudicada nesse caso porque possuo a necessidade especial de dormir ao menos 9 horas por dia). Sobrar pouco tempo pra ser feliz é muito triste.
Não sei se acontecerá, mas o calendário maia prevê o fim para dezembro de 2012. E eu quero estar preparada pra ficar por aqui mesmo e quero que todos aqueles que eu amo estejam também. "Não temos tempo a perder..."

Então, aos mais espertos, (sobre)vivam.

segunda-feira, 11 de agosto de 2008

Segunda-feira

E de tudo sobram só coisas boas. O fim-de-semana foi ótimo, com direito a muitas risadas, suco de vinho, danças na horizontal, filmes, cafunés, sorrisos e a melhor companhia. O filme foi muito bom, esqueci - mais uma vez - o nome. Faz pensar.
Paradoxo. Humor. Mudança.
Ainda não tenho tudo que quero, mas tudo que eu tenho me faz mais feliz e o coração sorri em paz ("só de encontrar...").

domingo, 10 de agosto de 2008