quinta-feira, 3 de julho de 2008

desapego

Hoje, enquanto eu voltava do trabalho, pensei porque nós, seres humanos, temos tanta dificuldade em praticar desapego. Isso é meu. Aquilo também é meu. Mas o mundo é meu se eu quiser, que diferença faz? Nem eu sei mais.
Com essa ideía de mudar de casa, tenho me sentido bem em arrumar meu guarda-roupas e me livrar das coisas velhas, isso dá um prazer enorme, queria poder tirar coisas todos os dias só pra aprender um pouquinho da lição do desapego.
É preciso se livrar do velho pra que o novo possa chegar.




sexta-feira, 20 de junho de 2008

quase uma borracheira

Aqui estou eu, depois de meditar e rolar na cama sem conseguir dormir, apesar da ressaca e do cansaço. De nada adianta viver experiências se depois de tê-las você continuar o mesmo. "Seja você mesmo, mas não seja sempre o mesmo". Assim diria um amigo meu, em tom de Gabriel. Tenho me descoberto de várias maneiras, algumas delas desagradáveis, porém construtivas.

Abandono a minha velha idéia de salvar o mundo e começo a transformação em mim mesma. Nunca é tarde pra abrir os olhos e viver. Não, não é o mesmo que deixar os dias passarem, é viver. Vi-ver.

"Mas de tudo isso, me ficaram coisas tão boas... Uma lembrança boa de você, uma vontade de cuidar melhor de mim, de ser melhor para mim e para os outros. De não morrer, de não sufocar, de continuar sentindo encantamento por alguma outra pessoa que o futuro trará, porque sempre traz, e então não repetir nenhum comportamento. Ser novo."
[Caio Fernando Abreu]

Declaro-me apaixonada pela vida.

quarta-feira, 21 de maio de 2008

o reencontro

O coração bate rápido, vontade de chorar, vontade de rir, vontade de beber beber tudo que vier, vontade de dormir pro tempo passar, vontade de dançar. Milhões de pensamentos em apenas um segundo e você sái daquela maldita porta do aeroporto que separa quem quer ir de quem tem que ficar... Coisa linda. Reencontrar você significou reencontrar nosso amor, nossa paixão, nossa vontade. Agora sim, posso viver em paz de novo.


"É morena tá tudo bem
Sereno é quem tem
A paz de estar em par com Deus
Pode rir agora
Que o fio da maldade se enrola"

quarta-feira, 7 de maio de 2008

Bob e seus conselhos

Cheguei em casa depois de sair com uma amiga que não via há tempos, meio tonta, meio feliz, meio triste, meio ansiosa, meio nervosa (ah, andava nervosa sempre), com larry, com tédio, com felicidade, com saudade, é, eu era uma salada naquele instante. Tinha gosto de sopa de frutas (inclusive arrotava sopa de frutas) e quando eu senti vontade de chorar Bob começa a cantar nos meus ouvidos: "don't worry... be happy".
É, Bob, estou tentando.

sábado, 3 de maio de 2008

memória, quem pode contar com ela?

"anota, anota, Amanda, você não pode esquecer..."

Eu falando pra mim mesma. Sem poder contar com a memória, anoto tudo que preciso/quero. Essa semana troquei meu cadernin por um novo, o outro já tava acabado. E o mais curioso é a curiosidade dos curiosos que sempre querem saber o que estou anotando...! Calma gente, faz parte do processo da recuperação de memória!!


quarta-feira, 23 de abril de 2008

Sábado, 20 de abril de 2008 - 01:31 - Floripa

Sinto o ar do mar, apesar da janela estar fechada. Posso, bem ao fundo da minha melodia- nostalgia, escutar o barulho das ondas. A música é sempre interrompida pelo celular. As mensagens, apesar de lindas, são incômodas de machucar o coração. "estaremos sempre juntos, **". Sinto-me sozinha, porém. Carência é um fator determinante no humor do indivíduo.

quarta-feira, 16 de abril de 2008

frio

O frio chegou; muito, muito frio. A sensação térmica lá fora deve ser de 0ºC.
Aqui dentro? Aqui dentro a sensação é de -20ºC. Ou eu congelo, ou eu morro. Sempre odiei o frio, meus pés congelam, minha bunda congela, minhas mãos congelam e meu nariz nem se fala. É hora de fazer frio? Logo agora que eu não tenho um cobertor de orelha?

quinta-feira, 10 de abril de 2008

quarta-feira

despertador, banho, espera, espera, espera no médico, não ser atendida, correr pra faculdade, laboratório, aula, lanche-lanche, ônibus com bêbado maluco às 23hrs, e-mails não respondidos, pão de larica, livro, sono.

sexta-feira, 4 de abril de 2008

tesoura do desejo

Ele:
Você atravessando aquela rua vestida de negro
E eu te esperando em frente a um certo Bar Leblon
Você se aproximando e eu morrendo de medo
Ali, bem mesmo em frente a um certo Bar Leblon

Ela:
Quando eu atravessava aquela rua morria de medo
De ver o teu sorriso e começar um velho sonho bom
E o sonho, fatalmente, viraria pesadelo
Ali, bem mesmo em frente a um certo Bar Leblon

Ele: Vamos entrar
Ela: Não tenho tempo
Ele: O que é que houve?
Ela: O que é que há...
Ele: O que é que houve meu amor,
Você cortou os seus cabelos...
Ela: Foi a tesoura do desejo,
Desejo mesmo de mudar

[Alceu Valença]

quinta-feira, 3 de abril de 2008

Ando tão... assim. Sinto saudade do já foi, do que não foi, até do que virá. Os planos voam pela minha cabeça e um sonho estranho acaba com o resto do meu dia.