Ontem estava um dia horroso em Curitiba. Atrasei-me inteira, comi correndo, tomei banho correndo, arrumei tudo correndo, procurei minha sombrinha e fui pra aula. No caminho, fui desviando das poças, dos carros que jogam água nos pedestres, das pessoas que não olham pros outros e acham que a sua sombrinha é a dona da rua... E comecei a reparar nas sombrinhas. Já pensou se o guarda-chuva da pessoa mostrasse o que ela é ou como ela se comporta?
Pensei nisso quando passou por mim um cara de terno, baixinho, rindo sozinho. O guarda-chuva dele era grande, daquele que andam três embaixo sem se molhar, meio quadriculado e com uma estampa de velho. E se aquele sorissinho fosse porque ele passou o horário do almoço com a secretária e não passa de um conservador de meia tigela?
Depois de me divertir com as sombrinhas dos outros olhei pra minha: rosa com bolinhas brancas. Será?